“É um evento regional, com qualidade digna de nacional” – avalia jornalista e professora, Deborah Vieira

Na contagem regressiva para a realização do I Congresso de Comunicação do Campo das Vertentes, a Comissão de Apoio e Divulgação publica uma entrevista com a professora e integrante da comissão organizadora, Deborah Luísa Vieira dos Santos.

Atualmente lecionando no curso de Comunicação Social – Jornalismo da UFSJ e doutoranda na Universidade Federal de Juiz de Fora; ela vai coordenar o GT Comunicação, Política e Gênero e reforça as qualidades do evento, que une o Campo das Vertentes às reflexões críticas e atuais do campo comunicacional.

Confira!

Uma das atividades previstas na programação são as apresentações de trabalhos em GTs. Como funciona a submissão? É preciso que o trabalho seja dentro do tema “Mídia e disputas de narrativa em tempos de pandemia” ou só dentro dos temas dos GTs?

Deborah: Os trabalhos podem ser submetidos para sete Grupos de Trabalhos diferentes, os quais abrigam diversos temas e seus atravessamentos e confluência com a Comunicação.

As submissões podem ser realizadas em dois formatos: Artigo completo de até 18 páginas e Resumo Expandido com o máximo de 8 mil caracteres. E as submissões devem ser realizadas até o próximo dia 15 de junho.

O bacana é que, caso você já tenha uma pesquisa sendo desenvolvida mas que ainda não foi finalizada, ela pode ser enviada em formato de resumo, podendo o envio do trabalho completo ser realizado até o dia 20 de agosto.

O trabalho deve ser enviado ao e-mail da coordenação geral do evento, em formato de PDF e Word. O modelo de submissão e mais informações sobre os Grupos de Trabalho, você pode acessar na página do evento.

Os trabalhos podem sim se relacionar com o tema principal do evento, mas não precisam ser necessariamente sobre a temática. Cada Grupo de trabalho tem especificidades que abrangem pesquisas dentro e para a além da temática proposta no evento.

Então, caso sua pesquisa não seja especificamente sobre a pandemia e seus desdobramentos, você pode conferir em qual GT ela melhor se encaixa e enviar.

O evento conta com o apoio do Departamento de Comunicação da UFSJ, mas estudantes e docentes de outros cursos, ou de outras instituições, podem participar?

Deborah: O evento é aberto para a participação de outras instituições, públicas ou privadas, e podem participar graduandos, profissionais e pesquisadores, bem como, estudantes de pós-graduação, como Mestrado, Doutorado e Especialização.

Fica, inclusive, o reforço do convite para que possamos fortalecer os laços e compartilhar as pesquisas desenvolvidas na região.

A partir dessa troca podemos contribuir não só para o desenvolvimento do campo da comunicação e suas diversas áreas, mas também, para a sociedade como um todo.

Parafraseando o tema do evento, para você, “em tempos de pandemia”, por que é importante debater e refletir sobre “a mídia” e “as disputas de narrativa”?

Deborah: A mídia, hoje, faz parte da nossa vida desde a hora que acordamos até a hora que vamos dormir. É a partir dela que formamos nosso conhecimento sobre o mundo, a realidade e até sobre nós mesmos. Somos bombardeados a todo momento por um grande número de informações e, como bem sabemos, nem todas têm a devida apuração ou são verdadeiras.

Em um momento como este – de pandemia, mas também de troca de informações como em nenhum outro da história – precisamos discutir não só o papel da mídia levando informações e atualizando a população, mas também, no combate às notícias falsas, que também matam e se mostram tão destrutivas quando a Covid-19.

Vivenciamos um contexto de disputas de narrativas, de pessoas que negam a pandemia e suas consequências versus o discurso científico, e o evento é um momento muito importante para discutirmos todas essa nuances e suas implicações na vida e na sociedade, tendo a mídia como o foco principal.

Por que é importante de participar desse tipo de evento, que une apresentações de trabalhos, palestras e oficinas?

Deborah: A participação no evento é de grande importância para que possamos conhecer as pesquisas desenvolvidas no âmbito da comunicação na região e, quem sabe assim, poder propor mudanças e contribuir para a sociedade.

É um momento de aprendizado e troca importante também para que possamos compreender o cenário atual de pandemia e valorizar a produção científica das instituições, pesquisadores e profissionais da região.

A ideia foi pensar em um congresso que reunisse as produções e pesquisas, como também, que gerasse discussões produtivas e oferecesse oficinas que condizem com a atualidade e o mercado de trabalho.

O que o público pode esperar do evento?

Deborah: O público terá um evento regional, com temas e discussões atuais, com produções e qualidade dignas de um evento nacional.

O Congresso está sendo desenvolvido com a participação de estudantes, egressos e docentes do curso de Comunicação Social – Jornalismo, da UFSJ, da melhor forma possível.

O que une a identidade do Campo das Vertentes e as preocupações atuais sobre o campo da comunicação e suas implicações na sociedade.

Teremos palestras imprescindíveis, com a participação de grandes nomes, como Manuela D’Ávila, oficinas pensadas nesse mundo cada vez mais digital, no qual os profissionais de comunicação têm se inserido, e a apresentação das mais diversas pesquisas.


Texto: Arthur Raposo Gomes

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