Diretor-geral do Congresso, Luiz Ademir de Oliveira indica expectativas para o evento

Na contagem regressiva para a realização do I Congresso de Comunicação do Campo das Vertentes, a Comissão de Apoio e Divulgação publica uma entrevista com o diretor-geral do evento, o professor Dr. Luiz Ademir de Oliveira.

Docente e pesquisador do Departamento de Comunicação Social da UFSJ e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFJF, ele revela as motivações, a importância e as expectativas para a promoção do Congresso, entre os dias 24 e 25 de junho de 2021.

Confira!

– Professor, de onde surgiu a iniciativa de realizar o I Congresso de Comunicação do Campo das Vertentes? E qual é o objetivo do evento? 

Luiz Ademir: A proposta é criar um espaço permanente de debate no campo da Comunicação em que temáticas atuais possam ser discutidas a partir de um ponto de vista crítico, reflexivo e, principalmente, científico num momento de negacionismo. É uma forma de estimular a produção científica de nossos docentes e estudantes.

A intenção também é dar visibilidade ao nosso curso, ao nosso departamento e à UFSJ que hoje já se consolidou com uma tradição de pesquisa e de reflexões bastante maduras na área de Comunicação e também na área de Comunicação Política que eu trabalho.

Hoje, em levantamento prévio que fiz, cerca de 15% dos nossos egressos estão em programas de mestrado ou doutorado ou já concluíram a pós-graduação: um percentual alto, levando em conta que ainda não temos o nosso mestrado, por ser um curso de graduação relativamente novo. 

 – O tema desta primeira edição é “Mídia e disputas de narrativas em tempos de pandemia”. Parafraseando o próprio tema, “em tempos de pandemia”, por que é importante debater e refletir sobre a “mídia” e as “disputas de narrativa”? 

Luiz Ademir: A temática busca refletir o momento atual que estamos vivenciando com a crise sanitária gerada pela pandemia da Covid-19, que já infectou mais de 16 milhões de pessoas no Brasil e deixou a triste marca de mais de 470 mil óbitos.

Mas o debate é importante, porque a gravidade da situação se deve à irresponsabilidade do governo do presidente Jair Bolsonaro e de outros agentes públicos que resolveram adotar posturas negacionistas em relação à pandemia, contrariando as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Como pudemos acompanhar ao longo de 2020, Bolsonaro e seus seguidores insistem em criticar o distanciamento social, o uso de máscaras e até as vacinas. O governo não tinha um plano de compras de vacinas e o país só foi receber vacinas em 2021 e hoje estamos com apenas 21% da população vacinada, graças à iniciativa do Instituto Butantan em parceria com a China, muito criticada pelo presidente.

Tudo isso gerou, por um lado, narrativas em defesa do discurso do presidente e de seus seguidores num tom negacionista à pandemia. Por outro lado, críticos de Bolsonaro, como oposicionistas ao seu governo, setores ligados à saúde, a mídia de uma forma geral e, principalmente, os movimentos sociais mobilizaram narrativas em defesa das medidas de prevenção à Covid-19.

A mídia foi a arena de disputas de narrativas, principalmente hoje com as mídias digitais junto às mídias massivas.  

 – O que o público pode esperar do evento? 

Luiz Ademir: O público poderá esperar um evento muito bem organizado que, apesar de ser curto e de abrangência regional, tem um formato bem interessante.

Então, o debate sobre mídia, redes sociais, política, gênero, pandemia e a situação de vulnerabilidade social são temáticas que ela terá muito a contribuir. Teremos os grupos de trabalhos – que serão sete – em que nossos alunos apresentarão pesquisas e reflexões interessantes sobre temáticas como mídia e pandemia, mídia e minorias, mídia e política, mídia e campanhas eleitorais, redes sociais. Um espaço para mostrar o grau de amadurecimento teórico dos nossos alunos.

Teremos ainda cinco oficinas em que alunos poderão aprender um pouco de prática com profissionais com inserção no mercado.

Além disso, está prevista a mesa de encerramento com a presença de três professores e pesquisadores que são referências para nossos orientandos e ao mesmo tempo são muito próximos: a professora Dra. Carla Montuori, vinculada à UNIP de São Paulo, o professor Dr. João Barreto, do nosso Departamento de Comunicação e do Mestrado em Letras (Promel) da UFSJ e o professor Dr. Paulo Roberto Figueira Leal, da UFJF.

A ideia é que o evento tenha continuidade. Em 2022, vamos realizar a segunda edição do Simpósio Nacional de Comunicação Política, Campanha Permanente e Eleições. Vamos tentar conciliar os dois eventos – um regional e outro nacional. 

 – Quais são as suas expectativas, enquanto diretor-geral do Congresso, para o evento em si? 

Luiz Ademir: As expectativas são muito boas – de termos um bom público, de termos uma participação efetiva e de que o debate seja enriquecedor e gere reflexões importantes num momento crítico que estamos vivendo. E, acima de tudo, que o Congresso sirva como um estímulo para que os alunos sintam-se mais motivados à pesquisa e à vida acadêmica. 


Texto: Arthur Raposo Gomes

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